Mitos e verdades sobre a alimentação e o impacto na saúde do pet

Mitos e verdades sobre a alimentação e o impacto na saúde do pet

Além de mostrar que você é um tutor responsável, preocupar-se com a boa alimentação do seu animal resulta em menores despesas com veterinários e medicamentos, seja no médio ou longo prazo. Sem contar a vantagem de ter em casa um pet com bom funcionamento intestinal, o que gera conforto e bem-estar para ele e para você também.

Hoje, há um enorme cardápio de opções para oferecer ao seu bichinho, por isso é importante saber escolher o que mais se aproxima do ideal para cada um em particular. Os alimentos para cães e gatos são fáceis de encontrar, atendem às suas necessidades, são práticos e têm custo razoável.

Contudo persiste a crença de que os alimentos industrializados provocam doenças, inclusive câncer, em razão do excesso de conservantes químicos, mas os veterinários especializados em nutrição animal discordam: não há evidências científicas que comprovem tal teoria. Produtos de melhor qualidade passam por certificação rigorosa e utilizam conservadores como vitamina E e antioxidantes naturais ou conservantes químicos em baixíssima quantidade.

 

A ração não é a vilã

Segundo os especialistas, é comum ouvir que o número de casos de câncer entre os animais aumentou. Para parte dos veterinários, isso é atribuído à longevidade alcançada pelos bichos de estimação. Antes, os indivíduos que chegavam aos sete anos já eram considerados idosos. Agora, espera-se que ultrapassem os 15. Com isso, cresceu também a incidência de doenças, o que não deve ser atribuído ao uso de rações.

 

Por dentro das rações

As rações recomendadas por profissionais são as chamadas ‘premium’ e ‘super premium’. Elas reúnem carboidratos, gorduras, fibras, minerais, vitaminas e proteínas, estes últimos elementos fundamentais, que devem compor cerca de 20% do produto. Também deve-se observar o extrato etéreo, ou seja, a gordura da ração. Tal ingrediente tende a estar presente em rações de melhor qualidade e o índice considerado bom gira em torno de 14% da composição. O teor de gordura, assim como para os humanos, é importante para garantir energia ao animal de estimação.

Atente-se também se na embalagem encontram-se discriminados os prebióticos como mananoligossacarídeo, inulina e frutooligossacarídeos, que tornam o produto mais digestivo. A presença de hexametafosfato de sódio também é importante, pois o composto ajuda a prevenir a formação da placa dentária.

As rações com grande quantidade de fibras ou minerais são consideradas com qualidade inferior, mas, dependendo da necessidade, são indicadas para ajudar no tratamento de animais obesos ou diabéticos. De forma geral, o mais prático para uma boa alimentação é optar por produtos mais elaborados e ficar atento à quantidade oferecida, evitando o sobrepeso. Evite os produtos de baixa qualidade (majoritariamente compostas por grãos), que podem conter micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos) em sua composição e consequentemente causar danos à saúde dos cães.

 

Avanços da indústria

No mercado há produtos cada vez mais específicos para a alimentação dos pets que levam em conta raça, tamanho, idade e doenças. Os alimentos classificados como de manutenção ou terapêuticos apresentam características variáveis para que os bichos respondam melhor à determinada sensibilidade, como por exemplo, predisposição para doenças de pele e devem ser indicados por veterinários.
Para os animais com problemas renais, há rações com baixa quantidade de sódio e potássio. Do mesmo modo, existem produtos para os diabéticos ou com colesterol alto. Mas atente-se, os alimentos terapêuticos funcionam apenas como coadjuvantes no tratamento de enfermidades e prometem contribuir para que a necessidade do medicamento seja reduzida.

 

Fonte: animallemundopet.com.br